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Black & gray

Porque a vida não é só "preto e branco". O cinzento também existe. E é a possibilidade de podermos optar pelo cinzento, em tantas situações, que torna a nossa vivencia tão rica.

Black & gray

Porque a vida não é só "preto e branco". O cinzento também existe. E é a possibilidade de podermos optar pelo cinzento, em tantas situações, que torna a nossa vivencia tão rica.

16.Out.17

A lua e o mar

A lua está triste, destroçada

Porque não tem companhia,

Vive sozinha, desolada,

Na sua luz imaculada

Pois não sabe o que é o dia.

 

Lá em baixo, um sono profundo

Pois é hora de dormir

Mas na imensidão do mundo

Nem por um segundo,

O mar a deixa desistir.

 

Com as suas vagas de sal

E espuma branca a saltar

Fala-a sentir especial

E numa entrega sem igual

Enrola-se para a abraçar.

 

Oh lua, ouve a brisa do mar

Que lá debaixo te chama

Ilumina-o com o teu luar

E deixa-te levar

Pois é a ti que ele ama.

 

 

 

 

 

 

 

16.Out.17

Há sempre alguém pior :(

Desde quarta-feira que ando aqui às voltas com uma infecção respiratória, que já me valeu uma discussão com o médico das urgencias no hospital e que, aos seus olhos e fruto da sua "experiencia e estudos", me levou ao gabinete de tratamentos para (um aerosol, pensava eu!), uma injecção para a dor de cabeça...

E como desta vez não me prescreveram antibiótico, cá vou devagarinho a tentar recompor-me.

O pior são as noites! Esta tosse alergica não me larga um minuto e na ultima noite, resolvi mesmo vir para a sala, para o sofá, para poder deixar o resto da família descansar. Horas de sono: 2. E nesta idade, perder uma noite de sono, em véspera de segunda feira, é dose e vai demorar a recuperar.

Malditas noites!

E quando estou por aqui a lamentar-me com as noites terriveis que tenho passado, eis que abro a página do sapo e encontro o novo balanço de mortes dos incendios de ontem: 27.

O quê?

Mais um caso como Pedrogão?

E eu aqui a lamentar-me de não conseguir dormir...

Que horas, que tarde, que noite terão passado os familiares destas vítimas?

Que mais noites irão passar de sofrimento, de desgosto, aqueles que viram perder todos os seus bens, a sua horta, os seus animais, o seu tecto e o trabalho de uma vida?

 

Somos de um modo geral egoístas, muito virados para nós mesmos, sempre preocupados com a nossa quintinha e esquecendo, que na porta mesmo ao lado, pode haver quem esteja bem pior que nós.

E nós aqui preocupados com o nosso umbigo.

 

13.Out.17

Outono

De dourado e castanho se pintava

Com o orvalho a espreitar

Um novo ciclo se abria

O frio já não temia

E vinha para nos visitar

 

Não deixa saudades o calor

Nem as noites quentes de luar

aninho-me no meu canto

com um bom livro e um manto

vejo as árvores a desfolhar

 

Mais vale tarde que nunca

Provérbio bem acertado

Traz a chuva miudinha,

O nevoeiro de manhazinha

E vem deitar-te a meu lado.

 

P.S: Hoje deu-me para a poesia.

 

 

 

11.Out.17

Flash do dia #5

Acordo de manhã sem voz.

A noite já foi atribulada com alguma tosse e dificuldade em respirar.

Foi quando me lembrei: Lá vem outra vez a minha doença de inverno, a infecção respiratória.

Lá fora está calor mas este meu corpinho bem sabe que já devia ser inverno.

O nosso relógio biológico não se engana!

09.Out.17

Arbeit macht frei

Foi com grande surpresa que soube que a extrema direita alemã conquistou, nas últimas eleições, 13% dos votos, tornando-se a 3ª força politica e conseguindo, assim, assento no Bundestag alemão (o que já não sucedia desde o fim da segunda guerra mundial).

Pelo que tive oportunidade de ler, esta força politica pretende "enterrar o peso do passado nazi" (recusando-o fortemente). Como se fosse possível esquecer...

Sou fã da Alemanha (cultura que adoro pela sua organização, rigor, exigência) e tive já oportunidade de visitar o campo de concentração de Dahau (perto de Munique) várias vezes: na primeira só visitei as casernas, na segunda vez tive oportunidade de visitar os fornos e câmaras de gás e na última juntei ainda o museu. Em qualquer das situações saí de lá muito impressionada mas, o museu, é chocante demais (com as suas fotos reais, testemunhos, pertences de quem ali passou e perdeu a vida).

Numa das entradas encontramos ainda um grande portão com a máxima "Arbeit macht frei" (o trabalho liberta), o que num contexto diferente até posso concordar mas, considerando que era o lema dum campo de concentração, o trabalho neste caso só amarrava, feria, humilhava, matava...

Para os alemães o holocausto existiu, (seria bom que não) mas faz parte da sua (trágica) história. Mas têm vergonha do que se lá passou.

Ainda me lembro que, na minha primeira visita, perguntámos a um sr. na casa dos 60 anos onde ficava o campo de Dahau. Respondeu-nos educadamente mas com hesitação, como se nos quisesse condenar ou ignorar a sua existencia. Era algo que estava ali tão perto, mas que a sua memória não queria lembrar.

Na minha ultima visita, há 10 anos, tive oportunidade de encontrar várias turmas de escolas em visitas de estudo. Pergunto-me se alguns daqueles alunos não terão votado nesta extrema direita. Se a mensagem do campo de concentração lhes passou devidamente. 

Como podem as agruras e amarguras do holocausto serem hoje a base dum partido que pretende libertar a Alemanha e "devolver" (também pelo racismo e a xenofobia) a Alemanha aos alemães?...

 

 

 

 

 

 

02.Out.17

Flash do dia #4

Cheguei à portagem de Alverca e encostei-me à esquerda para pagar na máquina, mas apercebi-me que vinham 2 carros em grande velocidade e tive de parar.

Em cima dum traço contínuo.

E do nada, oiça uma sirene ensurdecedora bem atrás de mim - o carro da PSP.

Percebi logo que tinha feito asneira mas mantive-me calma. Paguei a portagem e, quando retomo o meu caminho, eis que lá estavam eles, na rotunda, em cima da zebra à minha espera.

Mandaram-me encostar.

(sem bom dia nem boa tarde)

- A sra. sabe o que fez?

- Sei sim, pisei um traço contínuo.

- Não tinha necessidade disso, passava para a outra faixa, bla, bla bla ...

Expliquei o que sucedeu mas sempre à espera que me pedisse os meus documentos e da viatura.

- A sra, com a sua precipitação colocou em risco a sua vida e a dos outros, bla , bla, bla.

(e os documentos, a multa?)

- Para onde quer ir?

- Para a rotunda, para a Alverca.

- Muito bem, pode seguir viagem.

(??????, a sério)

- Ok, obrigada.

Não sei se me perdoou a multa por ter assumido prontamente a minha responsabilidade e asneira ou se por ser mulher. Segundo o meu marido, se fosse com ele, não escapava.

Dia de sorte!