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Black & gray

Porque a vida não é só "preto e branco". O cinzento também existe. E é a possibilidade de podermos optar pelo cinzento, em tantas situações, que torna a nossa vivencia tão rica.

Black & gray

Porque a vida não é só "preto e branco". O cinzento também existe. E é a possibilidade de podermos optar pelo cinzento, em tantas situações, que torna a nossa vivencia tão rica.

31.Ago.17

21 anos

Acordei cedo naquele dia, pela azáfama dos familiares que pernoitaram lá em casa, pelos preparativos para a recepção dos convidados, pelos últimos retoques de costura da minha mãe nos fatos das damas de honor mas, sobretudo, porque o grande dia tinha chegado - ía casar.

E lá estavamos nós, novos (bem novos), inocentes, deslumbrados, ansiosos por uma nova vida, após 7 anos e 8 meses de namoro.

Lembro-me como se fosse hoje; foi amor à primeira vista. Descias a rua do campo da bola e eu, na varanda da casa dos meus pais, numa pausa de estudo para o teste de matemática, reparei em ti (puto giro, alto, bem encorpado). Daí até começarmos a namorar foram 15 dias. E hoje, 21 anos depois, aqui estamos. Mais velhos, gordos, marcados pela vida, cansados, mas juntos, apesar de algumas contrariedades.

Não posso dizer que tenha sido sempre uma mar de rosas, estaria a mentir e se pudesse apagaria alguns desgostos e más memorias... Mas a cumplicidade e o amor estiveram sempre lá. Embora por vezes tímida e ténue a chama nunca se apagou.

Foste o meu primeiro, único e grande amor, por quem ainda hoje sinto borboletas no estomâgo quando me surpreendes ou por quem ainda deito uma lágrima de felicidade, quando recebo uma mensagem carinhosa.

Não poderia ter escolhido outro para meu amigo, companheiro, confidente, cumplice e, sobretudo, para pai do nosso filho - afinal a maior dádiva que a vida nos deu e que é fruto e a prova do nosso amor.

Parabéns!

Amo-te daqui até à lua.

Que venham mais 21.

29.Ago.17

Será desta Outono?

Parece que alguém com poder leu um dos meus posts e resolveu antecipar o Outono.

Que bem que sabe esta chuvinha, o cheiro a terra molhada, os dias mais curtos e dormir já com uma mantinha confortável. Sim, porque esta noite consegui dormir como já nem me lembrava ser possivel.

Bem sei que ainda não estamos no Outono: ainda não começaram as aulas, as folhas das árvores ainda não cairam e as castanhas assadas ainda não estão por aí. Tudo ideias e marcas que aprendemos na escola primária e que nos ajudavam a definir e caracterizar cada uma das estações (neste caso o Outono).

Agora tudo se mistura - chove no Verão, vamos à praia em Outubro e comemos morangos todo o ano.

Mas estou confiante que os dias de Verão têm os seus dias contados e, não tarda nada, estaremos a ver chover lá fora, com a lareira acesa, a ler um bom livro e a sentir o cheiro do bolo de café que está no forno.

Volta Outono, volta. É só mais um bocadinho de paciência...

25.Ago.17

Sozinha...

Hoje pouco dormi durante a noite e, o período em que ainda consegui foi tão sobressaltado que acordei de manhã com uma dor de cabeça daquelas, que só um benuron consegue contrariar.

Se bebesse café diria que, com 2 ou 3 durante o dia, a coisa ficaria resolvida mas esta solução comigo não resulta.

Vou trabalhar meio zombie...

Nestes dias precisava de ter alguém com quem partilhar o meu espaço profissional; saber que estaria alguém por ali para me ouvir, nem que fosse para pedir uma caneta emprestada.

Estive sempre rodeada de colegas em toda a minha vida profissional, maioritariamente em open spaces (em que muitas vezes ouviamos até a conversa mais constrangedora do colega do fundo). Mesmo sabendo nós respeitarmos a privacidade e silencio de cada um, sabiamos que bastava um ai que alguém nos ouviria.

De 2014 para cá, com o abraçar dum projecto próprio, sinto muitas vezes falta desse colinho (e às vezes até das cusquices de cada dia). Sempre gostei do meu espaço, e por vezes sentía-me invadida por ter de partilhar a mesma sala com pessoas que não interessavam mas, era bom chegar ao escritório e saber que tinhamos companhia.

Muitos dos dias não sinto esta solidão, esta necessidade de falar com alguém sobre o tempo lá fora ou que tive de levar o carro à oficina - coisas triviais. Até porque as chamadas do telemóvel ou telefone fixo e os mails que vou enviando aos meus clientes vão mantendo-me ocupada.

Mas hoje não é um desses dias, talvez porque acordei "com os pés de fora". Não se pode ter tudo. São os riscos e consequencias das nossas decisões.

Ainda bem que hoje é sexta para recuperar desta melancolia (e já agora do sono!)

23.Ago.17

Vida de cão

Acabei de assistir à reportagem da SIC "Vida de cão".

Não sei porque continuo a martirizar-me e ver reportagens como estas, mas não consigo olhar para o lado.

Cada vez mais me convenço que vivemos num país onde a educação e o respeito são valores em desuso.

Como alguém pode ser capaz de descartar, maltratar, abandonar animais? Quem não gosta de animais também não gosta de pessoas (são talvez as mesmas que maltratam idosos ou devolvem crianças adoptadas).

Que mundo este em que vivemos. Em que muitos veem os animais como peluches, bonecos de cera, incapazes de entender que são parte da família e capazes de dar a vida pelos donos (mesmo os que lhe fazem mal).

Desde que casei que tenho cães. Infelizmente não tenho tido muita sorte pois acabam por falecer cedo, sempre com a mesma doença. Ainda hoje guardo na minhas más memórias o facto de ter sido obrigada a abater o meu primeiro cão (o bebé da família apesar de ser um S. Bernardo de 80 kg). Protelei esta decisão até não poder mais (ou melhor, até deixar de ter uma vida digna sem sofrimento). Relembro, vezes sem conta, (sempre com lágrimas nos olhos), o seu olhar no veterinário, reconhecendo que seria a última vez que me via e que sabia que tinha chegado ao fim.

Hoje, tenho 1 labradora e o filho (cruzado de pai Golden que alguém teve a coragem de me roubar). Nunca comprei cães, e a maior parte dos que tive foram me dados porque alguém os rejeitou (porque lhes provocava alergias ou estragava tudo em casa). Enfim, desculpas de quem é egoista e não pensou em todas as contrariedades de se ter um animal. Mas acreditem, as vantagens são bem maiores: a dedicação, a fidelidade, o carinho, a admiração que nutrem por nós compensa tudo.

E pronto... Esta reportagem vai-me deixar melancólica e triste o resto do dia! Mas não sou capaz de virar a cara para o lado.

Ambiciono um dia, quando tiver disponibilidade para fazer voluntariado, de poder abraçar causas de apoio aos animais, nem que seja só para lhes dar as festinhas que tanto gostam.

E para aqueles que não tem coração para ter um animal, comprem cães de loiça!

 

 

21.Ago.17

Maldito Verão!

Maldito Verão!

É verdade, detesto o Verão. Excepção feita à semana de férias, desde que perto duma praia ou piscina e esplanadas com bastante sombra.

A minha inimizade para com o Verão começa logo com a mudança da hora. Primeiro que me habitue, passo largas noites sem pregar olho.

Depois, dias de calor como hoje deixam-me doida e são um teste à minha paciência e capacidade de sobrevivencia. A tensão teima em baixar (e dá cá uma soneira), o ar condicionado é melhor não ligar pois ainda arrisco mais uma infecção respiratória (e as dos Verão são bem mais dificeis de curar) e, por outro lado, a ventoínha (que até consegue refrescar momentaneamente a minha alma) ao fim duns minutos mostra-se impotente perante temperaturas tão elevadas.

Depois as noites, sem falar no sono profundo que não existe, mais parecem uma dança ritmada entre o tapar e destapar do lençol, e o abrir e fechar das janelas (à procura do fresco que teima em não aparecer) .

E as melgas! As minhas (ini)amigas melgas! Não que seja alérgica ou porque se gostam de apoderar de mim mas porque fico louca com o seu zumbido. Uma melga no meu quarto é sinónimo duma perseguição de almofadas e de ninguém pregar olho enquanto a caçada não resultar.

E por favor, parem com as selfies em praias paradísiacas pois só me fazem lembrar que já fui de férias (parece-me que já foi há uma eternidade) e que este ano até deixaram muito a desejar: água fria, bandeira amarela e um ventinho sempre fresco que não convidava a banhos.

Por favor Outono volta depressa e tráz contigo o Inverno. Estou com saudades de ter uma boa noite de descanso e da minha amiga mantinha para me aquecer os pés, um bom chá (que não apetece no Verão) ao final da tarde/noite, enquanto vejo um bom filme ou jogo de futebol (sim, porque futebol é um dos meus programas favoritos).

 

18.Ago.17

Destaques sapo

Ao fim de quase dois meses na blogosfera, e após 11 posts, eis que vejo o meu último post "A terra tremeu" como destaque nos blogs sapo.

Que bom! Obrigada.

Tem me feito tão bem este meu cantinho. Cantinho que nem a família conhece (apesar de marido e filho saberem da sua existencia).

Obrigada a todos pelos sempre amáveis comentários e pela companhia.

Esta é uma iniciativa da qual não vou querer desistir, esperando que as minhas humildes palavras e pensamentos possam fazer bem a alguém desse lado.

Tenho descoberto tanta coisa bonita por aqui... 

 

17.Ago.17

A terra tremeu

Hoje não ganhei para o susto.

Tinha acordado às 7:30 para ir buscar o telemóvel e ter a certeza que o alarme estava definido para as 8:00.

Voltei a deitar-me mas 15 minutos depois, meio adormecida, senti a minha cama a tremer e, em simultâneo, um som vindo debaixo do chão, que mais parecia um trovão. Levantei-me assutada e gritei. A minha primeira preocupação foi ir ao quarto do meu filho ver se estava tudo bem (apesar dos seus 17 anos, é sempre a nossa primeira preocupação). Também sentiu a cama a tremer e um som forte mas abafado, como se a terra nos quisesse engolir. Tivemos a certeza que se tratava de um tremor de terra quando os meus 2 cães (que são tão pacholas e poucas coisas os levam a manifestar-se e a interromper o seu descanso) começaram, agitados, a ladrar.

Nao ganhei para o susto. Fiquei ainda uns bons minutos a digerir o que tinha acontecido. Já o meu filho achou o máximo (afinal tinha sido a sua primeira experiencia com este fenómeno natural). No meu caso, foi a terceira vez que senti algo semelhante mas nada tão forte com o de hoje (4,3 na escala de Richter).

Ultimamente têm acontecido tantos fenómenos naturais em Portugal, tão pouco comuns neste paraíso à beira mar plantado, que me leva a acreditar que, com as mudanças climáticas, estes fenómenos vão ser cada vez mais frequentes. E nós, vamos sendo cada vez mais impotentes para travar estes fenómenos, e o nosso controlo é cada vez menor.

A mãe natureza anda zangada...

15.Ago.17

Desabafo

O dia já prometia não ser grande coisa. Acordei tonta, com dores de cabeça, vómitos e uma vontade enorme de não sair de casa. Mas depressa percebi que não ia ser bom de todo. E nem precisei de fazer o balanço ao final do dia. Bastou-me esperar pela hora de almoço.

Não me meto em confusões, não me meto na vida de ninguém e parece que tudo desaba em cima de mim.

Por favor, deixem-me estar no meu cantinho, com o meu marido, filho e cães, sossegadinha e não me metam em confusões.

Ah! E já agora, fiquem sabendo que, não é por ter uma ideia diferente que estou do outro lado da barricada e que pertenço ao inimigo. E que, esse papel de vitima e de coitadinha para cima de mim, também já me cansa e não cola. Também tenho os meus problemas e não culpo os outros ou me vitimizo pelo que sucede. Temos de seguir em frente e levantar a cabeça.

 

E pronto é isto... Tenho dito. 

Será que há por aí alguém que concorda comigo?

11.Ago.17

Sopa de chocolate

Durante o período em que o meu filho era bebé ía almoçar muitas vezes à minha sogra.

Eram tão deliciosos e variados os pratos que me servia ao almoço que, durante muito tempo, as minhas colegas achavam que ia almoçar todos os dias ao restaurante. Quando perceberam que ia à minha sogra, roeram-se de inveja e tentavam a adivinhar qual teria sido o "prato do dia".

O problema é que o meu filho cresceu com os miminhos da avó e com todas aquelas iguarias. Hoje, nem me atrevo a cozinhar algo parecido, opto sempre por uma cozinha mais simples e moderna para não ser alvo de comparações e comentários: "até não está mau, mas a ávó faz melhor".

A verdade é que a minha sogra, apesar dos seus 82 anos e alguns problemas de saúde, continua a ser uma cozinheira de mão cheia. E, para além disso, continua a não conseguir dizer não ao meu filho, preparando-lhe a comidinha que ele mais gosta (que vai do simples carapau grelhado ou completo cozido à portuguesa).

E eis que esta semana o meu filho deixou escapar que tinha saudades da sopa de chocolate da avó. Pois hoje, a minha sogra presenteou-o (e a mim, que já comi 2 tigelinhas ao almoço) com uma panela desta bela sopa. E que deliciosa que estava a sopa de chocolate (leia-se sopa de feijão vermelho com massa).

 

Este post é uma homenagem à minha sogra, por ter criado o meu filho, pela sua amizade, disponibilidade e pela forma bonita como sempre nos tratou. Obrigada pelo cozido à portuguesa, pelo ensopado de borrego, pelo puré de batata, pela laranja cortada com açucar, pela canja, pelo bolo podre, etc, etc. Que esteja entre nós ainda muitos anos para poder partilhar esse dom connosco.

 

 

 

10.Ago.17

Depois dos 40

costas.jpg

Quando fiz 40 anos muitos me disseram que ia entrar nos entas e que, a partir daqui, seria sempre a descer.

Não concordei de todo até porque o meu espírito e mente ficaram nos 30.

A verdade é que esse peso dos 40, começou a notar-se há cerca de 2 anos para cá. E hoje, com 43 anos, a cabeça quer mas o corpo não deixa. E eu que sempre fui tão saudável.

 É esta a ternura dos 40 (ou melhor "desternura" dos 40).

As dores nas costas são quase uma constante. Ora porque dormimos mal, ou porque a almofada está baixa - o melhor é mudar de colchão.

 

No peso, é melhor nem falar. Já tinha lido em qualquer lado que depois dos 40 é difícil perder peso, mesmo fechando a boca a algumas coisas. O corpo já não responde tao bem. Bem sei que será dificil voltar aos meus 68 kg pré-matrimónio mas há 6 a 7 kg a mais que teimam em me acompanhar. Salva-me o facto de ter 1,74m e poder disfarçar com esta altura.

 "Mãe, como é que queres perder peso, se não fazes nada? Só tens 2 soluções ou corres ou fechas a boca.". Esta é a mensagem "incentivadora" do meu filho, com 17 anos, viciado em desporto e que, apesar de comer tudo o que apanha, pesa 61kg de fazer inveja. O pior é que nenhumas destas opções me parecem tentadoras. Vou tentando um meio termo.

 

Depois, apesar de ser contra as estatísticas, parece-me que estou a entrar numa pre-menopausa e, por isso, a minha "visita" mensal decide, de vez em quando, tirar umas férias. Como resultado, já fiz mais testes de gravidez neste último ano que no período em que tentei engravidar (e acreditem que não foi assim tão fácil).

"Oh mãe, um irmão, nem penses nisso. Ainda pensavam que tinha sido pai."

 

As idas ao hospital têm sido tão frequentes (por coisas de nada mas que chateiam), que estou a pensar vivamente propor a criação de um cartão de descontos. Pagamos uma quota mensal e temos direito a pelo menos uma taxa de urgencia de graça, por mês (e descontos adicionais nas restantes). Todos ficávamos a ganhar.

 

É isto a ternura dos 40.

Ouvi ontem alguém dizer que, a partir duma certa idade, acordar sem uma dor é estar morto. Por esse ponto de vista, estou vivinha da silva (mas a caminhar a passos largos para um lar...).

 

Começo a achar que isto da idade é uma média (pelo menos comigo assenta na perfeição):

 - Mente e espírito - 30

 - Corpo e mazelas - 60

 - Média - 45 (nada mal ainda poupei 2 anitos).

 

E agora deixa-me ir, que as minhas cruzes não aguentam estar tanto tempo sentada. LOL

 

 

 

 

 

 

 

 

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