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Black & gray

Porque a vida não é só "preto e branco". O cinzento também existe. E é a possibilidade de podermos optar pelo cinzento, em tantas situações, que torna a nossa vivencia tão rica.

Black & gray

Porque a vida não é só "preto e branco". O cinzento também existe. E é a possibilidade de podermos optar pelo cinzento, em tantas situações, que torna a nossa vivencia tão rica.

20.Jul.17

Revistas e mais revistas...

Nunca fui uma pessoa de vícios. Não sou uma consumidora compulsiva (pelo contrário, até um pouco sovina), não bebo café, não como pastilhas, enfim tenho poucos hábitos.

Mas, há uma coisa ao qual não consigo resistir - revistas de culinária, independentemente da marca (e não digo do preço porque ultimamente apostei em fazer o estrago mais barato). Mas desenganem-se... Não é por ser doida por cozinhar (pois raramente o faço por prazer).

E se até há uns anos atrás a Teleculinária liderava, agora com a oferta das revistas mensais das diferentes cadeias de hipermercado, a variedade tornou-se maior e até mais vantajosa em termos de preço.

Durante muito tempo não perdia uma teleculinária Bimby mas, hoje as do Pingo Doce ou Continente têm sido a minha perdição.

Dei por mim, ontem, a reconhecer que com a pilha de revistas que já tenho, o espaço a elas destinado está a começar a esgotar-se. Mas o mais preocupante é que, apesar de ter tido contacto com todas as suas receitas ao longo destes anos, contam-se pelos dedos de uma mão, as vezes em que experimentei uma delas para satisfação pessoal ou para poder agradar num jantar de amigos.

A minha relação com estas revistas é quase como quando saboreio um gelado. Chego a casa e, enquanto bebo um cházinho (afinal acho que tenho um vício, chá...), vou "degustando" as receitas que vou lendo, imaginando como e quando poderão ser servidas. Leio também as entrevistas, passatempos, etc. Mas, assim que acaba (satisfação que dura cerca de 15 minutos), eis que a bendita revista vai para o armário fazer companhia às demais, para ficar "quase para sempre esquecida".

Esta minha relação com as revistas de culinária penso que é herança da minha mãe.

Sempre foi uma ótima costureira e se havia ritual mensal na minha casa, esse era a compra da revista Burda, mesmo quuando ainda não havia versão em português.

A minha mãe coleccionou tantas ao longo da sua vida que dava para criar um museu (só realmente temos noção da sua quantidade quando precisa de mudar de casa). E olhem que já muitas ficaram esquecidas em casa de alguém que lhas pediu emprestado.

A única e grande diferença das minhas revistas de culinária e as de costura da minha mãe, é que estas últimas tinham um propósito. Costurar uns modelitos para os membros femininos da família (que para além da minha mãe e irmã, eram extensíveis também à tia, avó e primas).

E tudo partia dum retalho comprado na Feira dos tecidos.

Mas resultava, e eu (após uma escolha ponderada do modelo e do recorte de moldes que a minha mãe me obrigava a tirar) até fazia boa figura na escola. Sempre na moda. O único risco era sair à rua com uma blusa ou vestido igual à minha vizinha do primeiro andar, filha duma costureira e também "devota" das revistas Burda.

Pois é, tenho de resolver este meu dilema: ou deixo de comprar revistas ou passo a ser chef regularmente, nem que seja experimentando uma receita de cada revista, para justificar o investimento (de 0,50€).

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