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Black & gray

Porque a vida não é só "preto e branco". O cinzento também existe. E é a possibilidade de podermos optar pelo cinzento, em tantas situações, que torna a nossa vivencia tão rica.

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Porque a vida não é só "preto e branco". O cinzento também existe. E é a possibilidade de podermos optar pelo cinzento, em tantas situações, que torna a nossa vivencia tão rica.

10.Ago.17

Depois dos 40

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Quando fiz 40 anos muitos me disseram que ia entrar nos entas e que, a partir daqui, seria sempre a descer.

Não concordei de todo até porque o meu espírito e mente ficaram nos 30.

A verdade é que esse peso dos 40, começou a notar-se há cerca de 2 anos para cá. E hoje, com 43 anos, a cabeça quer mas o corpo não deixa. E eu que sempre fui tão saudável.

 É esta a ternura dos 40 (ou melhor "desternura" dos 40).

As dores nas costas são quase uma constante. Ora porque dormimos mal, ou porque a almofada está baixa - o melhor é mudar de colchão.

 

No peso, é melhor nem falar. Já tinha lido em qualquer lado que depois dos 40 é difícil perder peso, mesmo fechando a boca a algumas coisas. O corpo já não responde tao bem. Bem sei que será dificil voltar aos meus 68 kg pré-matrimónio mas há 6 a 7 kg a mais que teimam em me acompanhar. Salva-me o facto de ter 1,74m e poder disfarçar com esta altura.

 "Mãe, como é que queres perder peso, se não fazes nada? Só tens 2 soluções ou corres ou fechas a boca.". Esta é a mensagem "incentivadora" do meu filho, com 17 anos, viciado em desporto e que, apesar de comer tudo o que apanha, pesa 61kg de fazer inveja. O pior é que nenhumas destas opções me parecem tentadoras. Vou tentando um meio termo.

 

Depois, apesar de ser contra as estatísticas, parece-me que estou a entrar numa pre-menopausa e, por isso, a minha "visita" mensal decide, de vez em quando, tirar umas férias. Como resultado, já fiz mais testes de gravidez neste último ano que no período em que tentei engravidar (e acreditem que não foi assim tão fácil).

"Oh mãe, um irmão, nem penses nisso. Ainda pensavam que tinha sido pai."

 

As idas ao hospital têm sido tão frequentes (por coisas de nada mas que chateiam), que estou a pensar vivamente propor a criação de um cartão de descontos. Pagamos uma quota mensal e temos direito a pelo menos uma taxa de urgencia de graça, por mês (e descontos adicionais nas restantes). Todos ficávamos a ganhar.

 

É isto a ternura dos 40.

Ouvi ontem alguém dizer que, a partir duma certa idade, acordar sem uma dor é estar morto. Por esse ponto de vista, estou vivinha da silva (mas a caminhar a passos largos para um lar...).

 

Começo a achar que isto da idade é uma média (pelo menos comigo assenta na perfeição):

 - Mente e espírito - 30

 - Corpo e mazelas - 60

 - Média - 45 (nada mal ainda poupei 2 anitos).

 

E agora deixa-me ir, que as minhas cruzes não aguentam estar tanto tempo sentada. LOL