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Black & gray

Porque a vida não é só "preto e branco". O cinzento também existe. E é a possibilidade de podermos optar pelo cinzento, em tantas situações, que torna a nossa vivencia tão rica.

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Porque a vida não é só "preto e branco". O cinzento também existe. E é a possibilidade de podermos optar pelo cinzento, em tantas situações, que torna a nossa vivencia tão rica.

23.Ago.17

Vida de cão

Acabei de assistir à reportagem da SIC "Vida de cão".

Não sei porque continuo a martirizar-me e ver reportagens como estas, mas não consigo olhar para o lado.

Cada vez mais me convenço que vivemos num país onde a educação e o respeito são valores em desuso.

Como alguém pode ser capaz de descartar, maltratar, abandonar animais? Quem não gosta de animais também não gosta de pessoas (são talvez as mesmas que maltratam idosos ou devolvem crianças adoptadas).

Que mundo este em que vivemos. Em que muitos veem os animais como peluches, bonecos de cera, incapazes de entender que são parte da família e capazes de dar a vida pelos donos (mesmo os que lhe fazem mal).

Desde que casei que tenho cães. Infelizmente não tenho tido muita sorte pois acabam por falecer cedo, sempre com a mesma doença. Ainda hoje guardo na minhas más memórias o facto de ter sido obrigada a abater o meu primeiro cão (o bebé da família apesar de ser um S. Bernardo de 80 kg). Protelei esta decisão até não poder mais (ou melhor, até deixar de ter uma vida digna sem sofrimento). Relembro, vezes sem conta, (sempre com lágrimas nos olhos), o seu olhar no veterinário, reconhecendo que seria a última vez que me via e que sabia que tinha chegado ao fim.

Hoje, tenho 1 labradora e o filho (cruzado de pai Golden que alguém teve a coragem de me roubar). Nunca comprei cães, e a maior parte dos que tive foram me dados porque alguém os rejeitou (porque lhes provocava alergias ou estragava tudo em casa). Enfim, desculpas de quem é egoista e não pensou em todas as contrariedades de se ter um animal. Mas acreditem, as vantagens são bem maiores: a dedicação, a fidelidade, o carinho, a admiração que nutrem por nós compensa tudo.

E pronto... Esta reportagem vai-me deixar melancólica e triste o resto do dia! Mas não sou capaz de virar a cara para o lado.

Ambiciono um dia, quando tiver disponibilidade para fazer voluntariado, de poder abraçar causas de apoio aos animais, nem que seja só para lhes dar as festinhas que tanto gostam.

E para aqueles que não tem coração para ter um animal, comprem cães de loiça!

 

 

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